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Mostra

10/10/2008
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A Escola do Futuro

No escopo da “I Mostra Cultural” que ocorre na Escola Reitor Miguel Calmon, em Salvador, Bahia, de tema geral “Um mundo para (re)criar”, a turma D (da qual fazemos parte) ficou responsável por apresentar idéias para quebrar o atual paradigma de escola mostrando como deve ser a escola no futuro, estabelecendo diretrizes a serem adotadas para valorizar o ensino básico do país.

O mundo avançou, a globalização se tornou um fato e as tecnologias evoluíram de tal forma que o homem passou a usar cada vez mais o seu potencial de aprender e criar. Mas no Brasil nota-se um atraso no setor de educação. O primeiro passo para utilizar esse potencial é estabelecer uma escola melhor no país, tanto em sua estrutura quanto em seus profissionais, impedindo assim a estagnação do nosso atual modelo de educação.

Situação da educação no Brasil

Atualmente, considera-se a educação um dos setores mais importantes para o desenvolvimento de uma nação. Pesquisas na área educacional apontam que um terço dos brasileiros freqüentam diariamente a escola (professores e alunos).

Um outro dado importante na área educacional diz respeito ao índice de analfabetismo. Recente pesquisa do PNAD – IBGE mostra um queda no índice de analfabetismo em nosso país nos últimos dez anos (1992 a 2002). Em 1992, o número de analfabetos correspondia a 16,4% da população. Esse índice caiu para 10,9% em 2002. Ou seja, um grande avanço, embora ainda haja muito a ser feito para a erradicação do analfabetismo no Brasil. Outro dado importante mostra que, em 2006, 97% das crianças de sete a quatorze anos freqüentavam a escola.

Esta queda no índice de analfabetismo deve-se, principalmente, aos maiores investimentos feitos em educação no Brasil nos últimos anos. Governos municipais, estaduais e federais tem dedicado uma atenção especial a esta área. Programas de bolsa educação tem tirado milhares de crianças do trabalho infantil para ingressarem nos bancos escolares. Programas de Educação de Jovens e Adultos (EJAs) também tem favorecido este avanço educacional.

Outro dado importante é a queda no índice de repetência escolar, que tem diminuído nos últimos anos. A repetência acaba tirando muitos jovens da escola, pois estes desistem. Este quadro tem mudado com reformas no sistema de ensino, que está valorizando cada vez mais o aluno e dando oportunidades de recuperação. As classes de aceleração também estão dando resultados positivos neste sentido.

Dois fatos impressionam na educação brasileira: a magnitude da rede escolar pública e sua precariedade. Ela tem, hoje em dia, na condição de alunos, cerca de 30 milhões de pessoas. Se acrescentarmos os professores e administradores da educação, esse número será ainda maior. É de se perguntar, porém, o que produz essa máquina tão prodigiosamente grande. O produto principal da máquina educacional brasileira são 500 mil analfabetos adultos por ano, uma vez que não será menor que meio milhão o número de jovens brasileiros que chegam, anualmente, aos 18 anos, analfabetos. Só no Rio de Janeiro avaliamos em pelo menos 50 mil a produção anual de analfabetos, a maioria deles com três ou quatro anos de escolaridade.

Se entendermos a condição de analfabeto à do iletrado ou analfabeto funcional – aquele que desenha o nome e se declara alfabetizado, mas é incapaz de obter ou transmitir uma informação escrita – veremos que dobrará, no Brasil, o número de brasileiros que ingressam anualmente na vida adulta marginalizados da cultura do seu povo e do seu tempo por não estarem incorporados à civilização letrada.

Para atendermos a 140 milhões de brasileiros – quase metade dos quais com menos de 18 anos – com índices de educação satisfatórios, deveríamos ter muito mais do que esse número aparentemente espantoso de 30 milhões de pessoas movimentando a máquina do ensino público.

Embora o sistema educacional tenha saltado de seis milhões de pessoas em 1950 para 10 milhões em 1960, para 19 milhões em 1970 e para 30 milhões hoje, a verdade é que a escola pública brasileira não cresceu onde devia, nem como devia.

O que se obteve com esse crescimento meramente quantitativo foi uma escola de mentira, incapaz até mesmo de cumprir a tarefa elementar de alfabetizar a população. Nas últimas décadas em que o Brasil “progrediu” tão assinalavelmente em tantos campos, só viu crescer o número de analfabetos adultos.

Para alcançarmos a necessária objetividade na apreciação da realidade educacional do Brasil, é conveniente fazer algumas comparações. Para isso se prestam bem os dados referentes ao fluxo da escolaridade em países latino-americanos. O México, que tem maior homogeneidade cultural e um grau semelhante ao nosso desenvolvimento econômico, alcança um desempenho educacional muito melhor, uma vez que promove á Segunda série cerca de 70% dos alunos e leva à Quarta série mais da metade. O Paraguai e a Bolívia, nações irmãs tanto ou mais pobres do que nós, vivem uma situação ainda mais difícil no que concerne à educação, porque lá a população não fala a lingua da escola. No Paraguai se fala guarani; na Bolívia, o quíchua e o aimará; nos dois países, a escola ensina em espanhol. Apesar disso, a porcentagem de crianças que lá concluem as seis séries primárias é a maior do que a nossa.

Objetivo

O modelo de educação continua sendo obsoleto e arcaico no que diz respeito a incorporação de uma dinâmica maior nas salas de aula, pois continua usando o mesmo padrão adotado há muito tempo atrás, sem se dar conta da evolução tecnológica, e vem utilizando o mesmo modo de passar o conteúdo, por exemplo, escrevendo na lousa, tornando o aprendizado monótono.

Diante deste problema, o objetivo desse projeto é apresentar soluções. Algumas requerem muito investimento outras nem tanto, mas quando se trata de educação todo dinheiro é bem aplicado, pois a escola não forma apenas alunos, e sim os cidadãos e profissionais responsáveis pelo futuro do país. Essas soluções visam otimizar o tempo, a organização e principalmente a assimilação do conhecimento pelos estudantes.

Recolhemos respostas de várias pessoas, de todas as idades e ocupações, para visualizarmos o que elas pensam sobre o nosso projeto. Interrogamos elas sobre diversos assuntos tais como tecnologia, suas finalidades, se o uso dela mudaria o ambiente de estudo, apontando os erros no atual método de ensino e determinando como deveria ser a escola do futuro.

Depoimentos

O seguinte texto foi lido para os entrevistados:

A sala de aula do futuro – Este projeto visa oferecer uma alternativa ao modelo de ensino predominante no nosso país há bastante tempo (aulas monótonas, alunos desconcentrados, professores sem recursos para lecionar, entre outros problemas). As principais propostas ficam por conta da incorporação de inovações tecnológicas a serviço da educação: webcast, utilização de projetores, softwares específicos para matérias exatas.

E as seguintes perguntas foram feitas:

  1. Em meio ao uso tão constante da tecnologia para diversas finalidades, comente sobre a idéia do projeto de aplicação de tecnologia na educação.
  2. Você acha que o uso da tecnologia e a mudança do ambiente escolar podem melhorar o quadro crítico em que se encontra o setor de educação do nosso país?
  3. Com base na forma de ensino atual no Brasil, aponte o que pra você está errado e onde precisa melhorar.
  4. Pra você, como realmente deveria ser a escola e a sala de aula do futuro, considerando as tecnologias e métodos de ensino?

Obtivemos as seguintes respostas:

Tânia Cristina ;33 anos; Auxiliar Administrativa do Centro Universitário Jorge Amado

  1. Muito interessante. O uso das tecnologias em sala de aula se usada de maneira consciente trará mais interatividade e satisfação no processo de ensino-aprendizagem.
  2. Sim, visto que as tecnologias fazem parte da realidade dos alunos.
  3. A falta de contextualização das disciplinas e seus conteúdos com a realidade dos jovens e o foco do ensino somente para o mercado de trabalho. O Trabalho educativo deve estar focado na formação do sujeito ético, crítico que possa contribuir para o progresso da sociedade de maneira consciente.
  4. Com professores comprometidos e preparados para usar as tecnologias de maneira proveitosa.

Paula Letícia;18 anos; Estudante

  1. Nada melhor do que aplicar a tecnologia na área da educação, pois o homem como ser tão inteligente, sabe que esse é o melhor investimento que ele pode fazer, pois é o que verdadeiramente proporciona um retorno coletivo.
  2. Claro que sim, só assim é que vamos conseguir ter um ensino de qualidade e, conseqüentemente, ter um país melhor.
  3. Pra ser sincera tudo está errado, a começar pelas verbas liberadas pelo governo que são desviadas, mas aí já é outro assunto, é preciso começar “do zero” e levar a educação à sério através da tecnologia.
  4. O foco hoje é o computador, se você não sabe usar, é um grande “ponto” reduzido no mercado de trabalho, o uso de retroprojetores nas salas, juntamente com uma biblioteca bem atualizada.

Vinicius Fernandes; 33 anos; Engenheiro Civil

  1. Muito bom ,a mente jovem se adapta com facilidade ao uso de novas tecnologias assim e se interessa bastante pelo colégio.
  2. Sim com a tecnologia os jovens podem se sentir mais estimulados a estudar porque podem sair daquela rotina da sala de aula, sentado olhando para o professor .
  3. Muita coisa , a começar com o ambiente escolar que muitas vezes não está em condições de uso ,e também a forma de ensino que as vezes não estimula o aluno a aprender .
  4. Salas climatizadas , com computador com acesso a internet ,atividade extra-classe ,já seria um começo para os jovens se sentirem estimulados a estudar.

Amilton Castro; 51 anos; Engenheiro Químico

  1. As escolas têm equipamentos, mas ainda engatinhamos na maneira de utilizá-los. Para a dominação dessa tecnologia é preciso dispor de algum tempo
  2. Sim, pois favorece para o desenvolvimento e crescimento educacional de um país melhor, dando a oportunidade para todo tipo de classe social.
  3. Não vejo nada de errado, só acho que deveria haver um certo conforto para os professores e aluno, pois assim a aula fluiria de uma maneira que todos pudessem se sentir satisfeito.
  4. Deveria ser usada computadores em lugares de cadernos e no quadro-negro deveria haver imagens em 3D para o entendimento dos alunos tanto em escolas particulares como nas públicas.

Projetos

Os projetos são o ponto culminante do nosso trabalho, onde apresentamos nossas melhores idéias para contribuir como o sistema de ensino, detalhadamente. Eles estão divididos em duas categorias:

Mudanças no ambiente escolar

Mudanças na sala de aula

Conclusões

A educação é de extrema importância para a vida de um individuo, a qual decide a posição do mesmo na sociedade, que é determinada pelo grau de conhecimento. Ter acesso a escola, a profissionais capacitados, e bons livros para transmitir esse conhecimento, é essencial, mas não pode deixar de levar em consideração, que com as mudanças ocorridas atualmente este método seja suficiente para preparar alguém para o mercado de trabalho.

Novos métodos foram surgindo, e como já foi comprovado, surtiu efeitos significativos no aprendizado dos alunos. A utilização de equipamentos digitais, e programas específicos para os conteúdos de variadas matérias, além de interagir mais os aluno, despertando mais interesse nele, fazem com que a pessoa tenha uma visão mais ampla e real do conteúdo, fazendo interligações com a realidade atual. Assim aquele determinado assunto, deixa de estar só no papel e passa a ser perceptível no cotidiano.

Então pode-se perceber, que não só o mercado de trabalho está evoluindo, mais os métodos de ensino também, pois os futuros profissionais precisam desse pré-requisito para exercer qualquer tipo de profissão, aumentando o interesse dos estudantes, e aproximando os livros da realidade, tornando-os cada vez mais capacitados.

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