18 Julho, 2009

...é um paciente com a síndrome do espelho.
Me irrita ver pessoas que usaram alguma distro por um ou dois DIAS e acham que já sabem “o problema do Linux”. Putz! Eu que venho usando várias delas todos os dias, há anos, não sei ainda! Me irrita mais ainda quando os usuários de Linux respondem a essas pessoas com argumentos dignos de vergonha. Todos querem explicar a dificuldade de adoção do coitado do penguim nos desktops, mas porquê?
A primeira e mais óbvia explicação é que esse papo, mesmo batido, ainda dá muito Ibope. Quando sai em um blog famoso um artigo sobre materiais para estudo, debates que vão influenciar em algo importante, uma idéia nova nascendo, algo realmente construtivo dá pra contar nos dedos os comentários. Agora vá contar os comentários de um artigo do gênero SO X vs. SO Y! É gente sendo banida, leitores se atacando, resumindo: um Google nos acuda.
Um software, por mais simples que seja, é dificílimo de comparar. Qual o melhor leitor de PDF’s? O que oferece mais recursos? O que oferece só os recursos que você precisa? O mais leve? O da interface mais bonitinha? Não dá pra comparar dois simples leitores de PDF, pior ainda sistemas operacionais, a classe de software mais complexa que existe (acho).
Um grupo de pessoas quer resolver seus problemas usando os mesmos softwares. Olhando de perto cada uma tem um problema diferente e inevitavelmente alguns softwares vão ser bons pra umas pessoas e ruim pra outras. Qual deles vai desempenhar melhor tal tarefa é uma questão extremamente pessoal e discutir isso é tão sem cabimento como querer discutir a afirmação de que a melhor banda de rock é o AC/DC.
Muito se fala sobre Linux ser difícil de usar. Propositalmente ou não, isso é verdade. O Linux é difícil de usar, o MacOS é difícil de usar e o Windows pfff… nem se fala! mas as coisas vão se tornando menos difíceis à medida em que vamos aprendendo. Dizer que o Linux é difícil por não querer aprender a usá-lo é infantil, você que usa dizer que ele “não é para você, fulano” é estupidez.
Sempre usei programas de edição de imagem com interfaces Photoshop-like. Toda vez que precisava usar o GIMP pra dar um retoque, por mais besta que fosse, era um parto. Despi-me de qualquer preconceito e passei a ter mais paciência com meus próprios erros e limitações. Hoje é muito mais rápido fazer qualquer coisa com ele. Tenho mais exemplos como esse, mas estão no bolso da minha outra calça.
Assim como há vários argumentos contra e a favor do Linux, todos muito pessoais e nenhum que possa servir de verdade incontestável e absoluta.
Obviamente há pontos em que nossos sistemas precisam melhorar e para isso existem os bugzillas, launchpads e relatórios de erros da vida. O problema do problema do Linux é que não existe “O problema do Linux”. Ele é um (vários?) problema pra cada usuário. Portanto cada um que guarde o seu problema do Linux pra si e vamos mudar de assunto que esse já passou da validade.
Mais do mesmo.
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Escrito por Mamutti
1 Abril, 2009
O atual CEO da Microsoft, Steve Ballmer, enquanto não está atirando cadeiras nos seus funcionários ou falando mal da Apple e do Linux (que ele diz ser o principal rival do Windows) está tomando decisões sobre o futuro da sua empresa, e a última notícia vinda dele, através do blog da equipe de desenvolvimento do Windows, é bastante perturbadora: “O Seven será a última versão do Windows como conhecemos hoje”.
Segundo Ballmer, após o lançamento da nova versão do Windows – que foi adiantado, tendo em vista conta o semi-fracasso do Vista – a equipe de desenvolvimento se dedicará a aprimorar a plataforma Azure, que será a base para as próximas versões do Windows. Para quem nunca ouviu falar, o Azure é um sistema para aplicações na nuvem (o tão comentado cloud computing) que nada mais é do que a substituição dos aplicativos desktop pelos serviços web.
“O Windows, como conhecemos hoje, já era. O futuro está na nuvem!” – diz Ballmer. Decerto, ele tem bastantes motivos para afirmar isso. A pirataria, um desses motivos, é uma das maiores fontes de prejuízo na indústria de software e com os aplicativos rodando na web a pirataria simplesmente não existe, pois o software é um só, que não pode ser modificado: aquele instalado no servidor da produtora do software. “Esse novo conceito de Windows será a prova de crackers” – afirma, de novo.
Migrando todos os aplicativos do Windows para a nuvem o SO poderá ser fornecido gratuitamente, já que o sistema operacional será basicamente os utilitários de hardware e de disco, com o mínimo de recursos possível. É a velha máxima… de graça até injeção na testa. O resto, digo, todos os aplicativos serão responsabilidade do navegador. Já estão disponíveis versões do Office, do Explorer e do Paint (que foi terceirizado e teve seu nome alterado para picnik) na web. Os próximos aplicativos a irem para a web serão Campo Minado e Paciência.
A forma de cobrar pelo software também mudará. Ao invés de adquirir uma licença de uso o usuário poderá pagar mensalmente para acessar sua conta no serviço ou então pagar uma pequena quantia a cada utilização. O meio de pagamento é o cartão de crédito. “Se o cara não possui cartão de crédito ele nunca teve dinheiro pra comprar uma licença do Windows mesmo. Azar dele (fazendo careta)!” – Ballmer, sendo ele mesmo.
Quem não quiser migrar para a nova plataforma de imediato deverá ficar com o Windows 7, que só custará um pouco mais caro que o Vista, ou seja, troco de pinga. Como o novo conceito de Windows não admite nenhum aplicativo além dos navegadores a Microsoft se compromete a atualizar o Windows 7 até 2012, dando tempo aos desenvolvedores para migrar TODO o software legado para a web. Se o mundo não acabar nesse ano, deixará de existir a plataforma Windows, como conhecemos hoje.
Dizem que 2012 será o ano do Linux.
Fonte: Engineering Windows 7, blog oficial do Windows 7.
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Escrito por Mamutti
26 Março, 2009
A corrida por um computador melhor parece que não acaba para alguns. Sempre estão colocando mais memória, comprando outro HD (espaço nunca é suficiente), uma placa de vídeo melhor, um sistema de resfriamento para essa parafernália toda não torrar… infelizmente, para o bolso dessas pessoas, a indústria sempre estará lançando novos produtos e de nada adianta ter um hardware top de linha se o software não souber aproveitá-lo.
Comprei meu notebook com 256MB de RAM, em 2007. Na época eu ainda usava Windows, então formatei o HD e coloquei o XP em dual boot com Ubuntu. A diferença de performance era brutal, o Gutsy colocava o XP no bolso. Um tempo depois tirei o módulo de 256MB e coloquei dois de 1GB de RAM. Desde então nunca mais rodei Windows, nem pra comparar.
O processador é um Sempron Mobile 3500+ que roda a 1,8GHz, single core. Não tenho do que reclamar. Enquanto isso, vejo pessoas com máquinas infinitamente melhores que a minha reclamando de sua performance. Por isso resolvi lançar este desafio. Tá, não é bem um desafio, é mais uma comparação… vejam o screenshot:

Clique para ampliar.
Neste momento meu computador estava rodando Ubuntu 8.10, com os seguintes programas em primeiro plano:
- Cliente VNC, conectado;
- Gerenciador de arquivos (com 4 pastas abertas em abas, sendo uma delas FTP)
- Tocador de música reproduzindo mp3, com visualização ativada;
- Monitor do sistema;
- Cliente MSN;
- Operações de arquivo (copiando uma imagem .iso de 2,5GB de uma partição pra outra);
- Relógio do sistema, com calendário aberto (previsão do tempo e iluminação do globo terrestre como extras).
Tudo isso ocupando 359,6MB de memória de 1,9GB, com processador em 52% da capacidade e quase nada de swap (ou memória virtual, como queira): 4,8MB de 2GB. A comparação é bem simples, basta abrir programas no seu sistema operacional que façam as mesmas coisas que os do screenshot, executando as mesmas tarefas. Vence o desafio aquele screenshot que obtiver mais pontos. Um ponto pode ser obtido por:
- Consumo de memória física menor;
- Consumo de memória virtual menor;
- Consumo de tempo da CPU menor; Faça a seguinte regra de três: (qtd. de núcleos da sua CPU * clock) /1,8GHz = consumo do tempo da CPU/porcentagem equivalente para minha CPU.
O screenshot vencedor terá direito a um post pagando pau sobre o sistema operacional ou programa escolhido aqui no iCaju. Tá certo que o Ubuntu não é um primor de performance, mas pelo menos tenho CERTEZA que não vou precisar puxar o saco do Windows.
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Software | Etiquetado: CPU, desafio, Linux, multitarefa, RAM, SO, swap, ubuntu, Windows, Windows XP, XP |
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Escrito por Mamutti
30 Janeiro, 2009
Está no Windows e já está cansado de ter de ficar arrastando um arquivo por um para o optiPNG? Ou mesmo tendo de ficar digitando um por um?
Ok, eu ajudo. Abra o bloco de notas e escreva:
for %%a in (*.png) do optipng “%%a”
Feito isso, salve como qualquercoisa.bat (pode ser optipng.bat, keatonrocks.bat ou icaju.bat, desde que continue sendo um arquivo .bat).
Agora coloque esse arquivo no mesmo diretório (pasta, como preferir) que está o optiPNG, depois coloque as imagens desejadas neste mesmo diretório e corra (rode) o arquivo .bat criado.
Esse pequeno script fará o trabalho de fazer o optiPNG optimizar todos arquivos PNG que estiverem no mesmo diretório que ele.
Simples? Sim. Inútil? Não. (Sim, lei do menor esforço!)
PS.: para quem não sabe, arquivos .bat são arquivos em lote do Windows. As vezes eles podem conter vírus, não sendo muito recomendado rodar qualquer coisa que você encontre na internet, mas este é um script simples que não lhe causará problema. Tudo que há ali é um laço (pra repetir o comando até otimizar todos os arquivos) e o próprio comando que executa o optiPNG.
Ps2.: o Ygor (Mamutti) pode criar um para Linux, porque eu não faço a menor idéia de como se faz isso para Linux.
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Software | Etiquetado: Linux, SL, Windows, webdesign, PNG, optiPNG |
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Escrito por Keaton
19 Janeiro, 2009
ATUALIZADO
Primeiramente vamos definir o que é software original: software original é aquele licenciado através do pagamento de uma quantia e usado de acordo com a licença e as leis de copyright, tudo dentro da lei. Certamente, grande parte das pessoas que tem e usa computador já pirateou, usou de modo ilegal, ao menos um software.
No mínimo ouviu uma música disponibilizada ilegalmente no YouTube, mas isso não é o foco desse artigo: não é uma conscientização, mas sim um conselho mostrando as vantagens do software original. Além disso uma lista bem generosa com softwares de qualidade e grátis e/ou livres.
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Software | Etiquetado: 7-Zip, ABC(Another Bit Torrent), Audacity, Avast, AVG Anti-vírus, Avira, Chatzilla, ClamWin, Emesene, Evolution, FilZip, Foxit Reader, Gimp, GParted, Inkscape, Koffice, Media Player Classic, Mozilla Firefox, OpenOffice.org ou BrOffice, Opera, Paint.NET, Pidgin, Windows |
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Escrito por Perini
18 Novembro, 2008
Para os idolatradores do Linus Torvalds, digo-vos que este não é um artigo para induzir à não utilização do Linux. A intenção desse é apenas mostrar alguns problemas a serem corrigidos.
Como grande parte das pessoas que já tiveram contato com qualquer distribuição séria do Linux, eu, enquanto usuário comum, gostaria de algum dia utilizar um sistema Linux como meu principal SO. Porém aí que as coisas começam a complicar. Acostumado com o famigerado Windows tive uma série de problemas na hora de migrar de SO. Esses impediram-me de seguir com a utilização do Ubuntu, distro que me foi recomendada como a melhor para a migração.
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Software | Etiquetado: Big Brother, Copyleft, Copyright, Firefox, Flash, iPod, Linus Torvalds, Linux, openGL, OpenSUSE, ubuntu, Windows |
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Escrito por Perini
31 Agosto, 2008
Peça que eu criei para uma apresentação lá do curso de desenvolvimento no SENAI.
Escrito por Ygor Mutti
Atrizes: Tainara e Carol
Duas programadoras sentadas em frente a um PC imaginário, como se fossem escrever um programa…
C: Pô, essa sua idéia foi muito boa! O programa vai ficar massa!
T: Claro! Afinal é uma idéia minha…
C: Modesta você, hein?
T: Só um pouco… então mãos à obra… (e começa a digitar)
C: Ué, mas o que é que você tá fazendo?
T: Tô escrevendo o programa, né?! D’oh!
C: Mas isso aí é Java!
T: Claro, o que você pensou que seria?
C: Ah sei lá, Java é muito lento, não presta…
T: … não presta porque você não sabe usar!
C: Eu sei sim! Mas usei e não gostei, posso?
T: Tá e se não for em Java vai ser em que, fofinha?
C: .Net, claro!
T: Cê tá maluca? .Net só pega no Windows, e o povo que usa Linux?
C: Acorda… NINGUÉM usa Linux!
T: Talvez não a maioria das pessoas, mas com certeza o público alvo do programa usa Linux SIM!
C: Tá, mas e o Mono? Ele roda programas em .Net no Linux, já ouviu falar?
T: Aquela porcaria? O programa só pega depois de mudar trocentas coisas… aquilo não é portabilidade nem aqui nem na China…
C: Tá bom, tá bom… vamos fazer em Java.
T: Ok, então essa janela aqui vai ser daquele jeito que a gente desenhou né?
C: É… mas cê não tá pensando em fazer a interface em Java também não né?
T: Não não, fica estranho, acho melhor usar a interface do Windows mesmo…
C: Mas ela não é multiplataforma, senhorita Java… esqueceu?
T: Mas quem disse que o programa vai ser multiplataforma?
C: Você usou desse argumento pra defender o Java, sua tonta!
T: Mas isso não vem ao caso…
C: Vem sim!
T: Tá, e a senhorita .Net pensou em quê?
C: GTK, claro!
T: GTK nããããããão!
Dois meses depois…
Usuário: Mas que droga! Porque esse maldito programa não funciona?!! (teclando furiosamente)
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Variados | Etiquetado: flamewar, Java, Linux, Mono, NET, Windows |
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Escrito por Mamutti