O atual CEO da Microsoft, Steve Ballmer, enquanto não está atirando cadeiras nos seus funcionários ou falando mal da Apple e do Linux (que ele diz ser o principal rival do Windows) está tomando decisões sobre o futuro da sua empresa, e a última notícia vinda dele, através do blog da equipe de desenvolvimento do Windows, é bastante perturbadora: “O Seven será a última versão do Windows como conhecemos hoje”.
Segundo Ballmer, após o lançamento da nova versão do Windows – que foi adiantado, tendo em vista conta o semi-fracasso do Vista – a equipe de desenvolvimento se dedicará a aprimorar a plataforma Azure, que será a base para as próximas versões do Windows. Para quem nunca ouviu falar, o Azure é um sistema para aplicações na nuvem (o tão comentado cloud computing) que nada mais é do que a substituição dos aplicativos desktop pelos serviços web.
“O Windows, como conhecemos hoje, já era. O futuro está na nuvem!” – diz Ballmer. Decerto, ele tem bastantes motivos para afirmar isso. A pirataria, um desses motivos, é uma das maiores fontes de prejuízo na indústria de software e com os aplicativos rodando na web a pirataria simplesmente não existe, pois o software é um só, que não pode ser modificado: aquele instalado no servidor da produtora do software. “Esse novo conceito de Windows será a prova de crackers” – afirma, de novo.
Migrando todos os aplicativos do Windows para a nuvem o SO poderá ser fornecido gratuitamente, já que o sistema operacional será basicamente os utilitários de hardware e de disco, com o mínimo de recursos possível. É a velha máxima… de graça até injeção na testa. O resto, digo, todos os aplicativos serão responsabilidade do navegador. Já estão disponíveis versões do Office, do Explorer e do Paint (que foi terceirizado e teve seu nome alterado para picnik) na web. Os próximos aplicativos a irem para a web serão Campo Minado e Paciência.
A forma de cobrar pelo software também mudará. Ao invés de adquirir uma licença de uso o usuário poderá pagar mensalmente para acessar sua conta no serviço ou então pagar uma pequena quantia a cada utilização. O meio de pagamento é o cartão de crédito. “Se o cara não possui cartão de crédito ele nunca teve dinheiro pra comprar uma licença do Windows mesmo. Azar dele (fazendo careta)!” – Ballmer, sendo ele mesmo.
Quem não quiser migrar para a nova plataforma de imediato deverá ficar com o Windows 7, que só custará um pouco mais caro que o Vista, ou seja, troco de pinga. Como o novo conceito de Windows não admite nenhum aplicativo além dos navegadores a Microsoft se compromete a atualizar o Windows 7 até 2012, dando tempo aos desenvolvedores para migrar TODO o software legado para a web. Se o mundo não acabar nesse ano, deixará de existir a plataforma Windows, como conhecemos hoje.
Dizem que 2012 será o ano do Linux.
Fonte: Engineering Windows 7, blog oficial do Windows 7.