Bit vs byte; Kilo vs kibi

12 Novembro, 2008

Geralmente as pessoas normais não sabem a diferença entre um kilobit e um kibibyte. Outras se confundem e acabam se sentindo lesadas por terem recebido “um HD menor do que o que elas compraram” ou coisas do gênero.

Explicando de modo rápido: A diferença é que um kilobit é composto de 1000 bits ou 250 bytes, já um kibibyte é composto de 8192 bits ou 1024 bytes, e por fim, um kilobyte é composto de 8000 bits ou 1000 bytes. Leia o resto deste post »


O milagre do Low Level Format

9 Maio, 2008

No tempo em que os homens eram homens e escreviam seus próprios programas – exagero – os HD’s usavam motores de passo e eram constantes os desalinhamentos causados por imprecisões no mecanismo, sendo necessário refazer as trilhas do HD com uma certa frequência. Esse processo era conhecido como Low Level Format (formatação de baixo nível), ou formatação física, e foi abolido com a substituição dos motores de passo pelo sistema voice coil, usado em todos os HD’s atuais.

Um sistema voice coil é constituído de uma bobina e um eletroimã que são usados para movimentar o braço do HD, com um pouco de ajuda dos discos. A cabeça tem que ler um sinal especial na superfície do disco (gravado na fábrica, durante a formatação física) para se localizar sobre este, e a regravação dessas áreas especiais destruíria o disco, pois a placa controladora não teria mais como posicionar a cabeça corretamente sobre o disco. Por este motivo, a alteração destas áreas essenciais é bloqueada através do BIOS do HD, bypassando o Low Level Format, ou seja, o programa tem a impressão de que está realizando a formatação física, mas na verdade não está.

O que ninguém explica hoje é porque mesmo a formatação de baixo nível sendo bloqueada pelo BIOS do HD ela ainda consegue recuperar boa parte dos discos com setores defeituosos, os famigerados bad blocks, sem deixar vestígios. Alguns dizem que esse tipo de formatação funciona como um Zero Fill, ou seja, ela preenche todo o HD com bits zero, mas isso não explica como ela conserta bad blocks. Leia o resto deste post »


A melhor forma de destruir um HD

1 Maio, 2008

Discos rígidos são componentes extremamentes sensíveis. Seu funcionamento é tão engenhoso e preciso que chega a ser incrível o simples fato de ele funcionar, falhando até pouco e ter uma vida útil razoável: em geral uns quatro anos.

Se você nunca leu sobre como funcionam os HD’s imagine um disco perfeitamente polido e balanceado girando a mais de 7000 RPM, sobre ele coloque uma cabeça de gravação e leitura que fica suspensa a uma distância menor que a espessura de um fio de cabelo e para posicionar essa cabeça na posição certa do disco coloque um braço com movimentos controlados por uma bobina e um imã que funcionam tão rapidamente que chega a ser difícil ver o braço quando ele está trabalhando. Imaginou? Pois é, na verdade os HD’s atuais são BEM mais complicados.

A vida útil dos HD’s é limitada principalmente por serem equipamentos mecânicos. Com o tempo os desgastes que as partes móveis sofrem vão se acumulando e além disso os choques físicos e vibrações também trazem prejuízos. Mês passado um HD daqui de casa começou a apresentar defeitos, como descrevi neste post do fórum do MeioBit. Decidi que deveria abrí-lo, mas não para tentar consertar, afinal eu não tenho a mínima idéia de como fazer isso, e sim para bisbilhotar e ver como ele é por dentro: a melhor forma de destruir um HD!

Braço e cabeça de leitura/gravação de um HD Samsung SP0411N Leia o resto deste post »