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Genesis, aka o novo desktop do Mamutti – Parte II

29/07/2011

Continuando a série de reviews das peças do meu novo desktop que comecei a fazer algumas semanas atrás, nesta parte vou falar sobre a fonte de alimentação e o gabinete. Notou que eu não falei nada sobre o porque de eu chamar meu novo computador de “Genesis” na primeira parte do artigo? O nome é uma homenagem ao meu videogame favorito de todos os tempos, o Mega Drive. Genesis é o nome que a SEGA deu a ele nos Estados Unidos da América do Norte. Notou que esta informação não tem a menor relevância? Um pouco de cultura inútil não faz mal a ninguém. ;)

Fonte de alimentação Cooler Master Elite Power 400W

Cooler Master Elite Power 400W

É incrível como milhares (milhões?) de pessoas ao redor do mundo inteiro usam fontes genéricas e nunca tiveram nenhum problema com elas. Infelizmente não tenho essa sorte toda. Entre os defeitos que aconteceram nos últimos computadores que tive a maioria fora resolvida trocando apenas a fonte de alimentação, na maioria das vezes por outra fonte genérica um pouco mais cara. Esses computadores foram comprados pensando em apenas em minimizar seu custo, e por não trazer nenhum benefício palpável a curto prazo a fonte de alimentação sempre foi um lugar óbvio para se economizar. Não dessa vez.

Usando uma calculadora de potência dessas que você acha facilmente no Google e considerando todos os upgrades possíveis (incluindo vários que nunca farei) descobri que precisava de uma fonte de menos de 400W, então não havia motivo para comprar uma fonte com mais de 400W, certo? Dentre as fontes disponíveis no mercado a Elite Power 400W aparentava ser a de melhor custo-benefício. Ela tem uma daquelas ventoinhas grandonas de 120mm, o que se traduz em mais ventilação gastando menos energia e fazendo menos barulho do que as ventoinhas menores. A parte que fica exposta no fundo do gabinete tem furos no padrão honeycomb (colméia), que serve para maximizar o fluxo de ar quente para fora da fonte… e é mais bonito também. :)

Segundo a Cooler Master esta fonte conta com vários circuitos de proteção (OVP/OCP/OPP/SCP), é compatível com a última especificação do padrão ATX 12V v2.3, possui eficiência de pelo menos 70% em situações de carga típica (o mínimo para ser compatível com o padrão v2.3), o design dela filtra ruído e interferência eletromagnética, etc, etc, etc. Seus conectores são suficientes para a maioria das máquinas com processador Sandy Bridge, exceto se você possui uma placa PCI-e x16 com conector de força de 8 pinos, mas nesse caso você não é maluco de usar uma fonte de míseros 300W, né? Ela é silenciosa, quase não esquenta, é bem pesada e a qualidade de construção parece ser muito boa. Enfim, é uma fonte: não dá pra comentar muita coisa. Custou R$123,82.

Gabinete Cooler Master Elite 335

Cooler Master Elite 335

Sou do tipo de pessoa que evita ao máximo fazer generalizações grosseiras quando escrevo, mas nesse caso não tenho escolha: quando o gabinete vem com fonte significa que nem o gabinete nem a fonte prestam. Ponto. Isso é tão verdade que os gabinetes que não vem com fonte, em média, custam mais que o dobro dos que vem com fonte. O Elite 335, além de não vir com fonte, é um daqueles gabinetes que você não precisa de ferramentas manuser. Quer dizer, é e não é. Você ainda vai precisar de uma chave Philips para os parafusos que prendem a placa-mãe ao gabinete. A tampa que dá acesso a placa-mãe é fechada com aqueles parafusos que tem a cabeça feita para se poder abrir com a mão, e as baias possuem presilhas que dispensam parafusos, mas a tampa do outro lado usa parafusos normais, de forma que é impossível substituir qualquer coisa no gabinete sem usar uma chave Philips… a não ser que você use as presilhas só de um lado, o que não costuma ser bom para os discos rígidos, por causa da vibração que vai ocorrer se você não prender os dois lados. As placas de expansão são presas no gabinete sem necessidade de parafusos.

Todos os gabinetes que usei antes deste eram no máximo “bonitinhos porém ordinários”. O Perini disse que ele é feio. Claro que não concordo, mas devo admitir que o forte do design dele não é a beleza, e sim a funcionalidade. Por exemplo, aquele pontinho ali debaixo do botão de força é ao mesmo tempo o LED de atividade do disco e o botão de reset, e pelo fato de ser diminuto é preciso usar algum objeto com ponta para pressioná-lo, o que torna muito difícil resetar o computador por acidente. Uma ótima ideia, sem dúvida. A parte frontal é quase toda de metal furado (similar àquele que tem em algumas caixas de som) para facilitar a entrada de ar. Atrás dessas partes vazadas existem esponjas removíveis e laváveis que impedem que boa parte da poeira no ar entre e se acumule nos componentes internos.

Este gabinete também vem com uma ventoinha de 120mm presa na parte traseira jogando o ar quente do cooler para fora. Há bastante espaço dentro dele, o que é ótimo para a ventilação, mas pode ser meio incômodo se você pretende colocar ele em cima da mesa; eu coloco ele no chão em cima de um daqueles suportes com rodinhas. Aliás, ele é tão bem ventilado que a única parte que dá pra classificar como quente quando o computador está ligado é o dissipador do chipset. Todo o resto, inclusive o dissipador do cooler (box) ficam geladinhos o tempo todo. Como eu moro perto da praia essa ventilação toda é meio perigosa, mas não há muito o que fazer quanto isso. O salitre vai entrar de qualquer jeito, pelo menos o aquecimento dá pra evitar. Recomendadíssimo este gabinete, que custou R$112.

Mais uma vez, seguindo a filosofia “release early, release often” deixo as análises das peças restantes para as próximas partes deste artigo. A experiência com blogs durante todos estes anos desta indústria vital tem me mostrado que é melhor publicar os artigos logo enquanto minha atenção ainda está presa aqui do que deixar pra sabe lá quando que eu vou ter tempo de continuar a escrever.

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