A melhor forma de destruir um HD
Discos rígidos são componentes extremamentes sensíveis. Seu funcionamento é tão engenhoso e preciso que chega a ser incrível o simples fato de ele funcionar, falhando até pouco e ter uma vida útil razoável: em geral uns quatro anos.
Se você nunca leu sobre como funcionam os HD’s imagine um disco perfeitamente polido e balanceado girando a mais de 7000 RPM, sobre ele coloque uma cabeça de gravação e leitura que fica suspensa a uma distância menor que a espessura de um fio de cabelo e para posicionar essa cabeça na posição certa do disco coloque um braço com movimentos controlados por uma bobina e um imã que funcionam tão rapidamente que chega a ser difícil ver o braço quando ele está trabalhando. Imaginou? Pois é, na verdade os HD’s atuais são BEM mais complicados.
A vida útil dos HD’s é limitada principalmente por serem equipamentos mecânicos. Com o tempo os desgastes que as partes móveis sofrem vão se acumulando e além disso os choques físicos e vibrações também trazem prejuízos. Mês passado um HD daqui de casa começou a apresentar defeitos, como descrevi neste post do fórum do MeioBit. Decidi que deveria abrí-lo, mas não para tentar consertar, afinal eu não tenho a mínima idéia de como fazer isso, e sim para bisbilhotar e ver como ele é por dentro: a melhor forma de destruir um HD!
Tirei fotos e fiz até um vídeo pra colocar aqui, mas eu não tenho câmera e tive de usar a do meu celular, resultado: ficou uma droga. Mesmo assim gostaria de compartilhar minha experiência a respeito de uma surpresa que tive ao abrir o falecido: este HD que aparece desmontado na foto (um Samsung SP0411N) possui apenas um platter e capacidade de 40GB, que deveria ser 80GB pois ele só tem uma cabeça de leitura/gravação, ou seja, um dos lados do disco é completamente inútil!
Provavelmente a Samsung decidiu fabricar esse modelo por razões mercadológicas, desperdiçando material, espaço interno, componentes eletrônicos, mão-de-obra, gerando mais lixo e desvalorizando o produto final. Essa prática é mais comum em fábricas de processadores: quando uma nova tecnologia é adotada na linha de produção a quantidade de chips defeituosos é bem grande, de forma que aproveitar os que funcionam parcialmente (desativando a parte defeituosa) se torna vantajoso e mais sensato do que jogar tudo fora. O problema é que mesmo depois de a transição entre tecnologias ter terminado e a quantidade de peças com defeito de fabricação diminuir bastante a fábrica continua capando os produtos para poder vendê-los a um preço menor sem desvalorizar o produto que é vendido completo.
Não é nada ecológico e nada produtivo capar o produto final. No caso do HD provavelmente seria possível vendê-lo como um HD de 80GB, o dobro da capacidade, apenas mudando um pouco o braço e colocando outra cabeça: o caro do HD é a parte eletrônica. Quando se fala em processadores é pior ainda: o produto já está todo lá.
Será que não dava pra vender o HD/processador/whatever sem nenhuma parte desativada e baixar o preço do modelo? Será que assim não venderiam mais? Fazendo isso o fabricante aumenta a competitividade dos seu produtos e ainda por cima torna possível ao usuário adquirir um dispositivo relativamente melhor por um preço menor.



nossa muito bom seu post mandou bem. aprendi um monte entao vida util de 4 o meu tem entao mais dois anos de vida snif
4? O meu tem 7 anos e está perfeito.
@Rubens: considere-se sortudo.
putz!
peguei um desses na feira do rolo zuado.
abri e eh da H!
da pra fazer um upgrade nele trocando o disco ou a eletronica?
tem componentes avulsos para hd como tem para celular?
onde encontrar a casa dos hds?
abs
Não, não tem componentes avulsos nem dá pra fazer upgrade no HD. No máximo você arranja a placa lógica de um que quebrou e reaproveita, mas como você já abriu e zoou o platter (aquele disco), esquece.